A Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME) organiza a sua atuação através de Comissões Temáticas. Esta estrutura técnica e política é o que garante a nossa eficiência na defesa dos direitos dos povos indígenas em contexto urbano e a nossa credibilidade como parceiro institucional.
A organização por comissões não é apenas uma escolha administrativa, mas uma estratégia de resistência e incidência política. Atuamos desta forma para garantir:
Especialização Técnica: Cada área (como Saúde ou Educação) possui desafios específicos que exigem conhecimento técnico e jurídico aprofundado.
Representatividade Real: Grupos com realidades distintas, como mulheres e jovens, têm espaços próprios para liderar as suas pautas e serem protagonistas das suas conquistas.
Presença nos Espaços de Decisão: É através das comissões que ocupamos assentos nos Conselhos Municipais, assegurando que o lema “Nada para nós sem nós” seja praticado em cada reunião e decisão pública.
Focada no controle social e na fiscalização da atenção diferenciada no sistema de saúde urbana (SasiSUS).
Coordenadores
/Representantes: Laura Kokama (Titular) e Domingos Dessano (Suplente).
Impacto: Ocupação de assento no Conselho Municipal de Saúde de Manaus. Realiza a monitorização constante do atendimento e a formação de conselheiros indígenas para garantir que os saberes tradicionais sejam respeitados nas unidades de saúde.
Trabalha para que a educação em contexto urbano seja intercultural e bilíngue.
Coordenadora/Representante: Márcia Sateré Mawé.
Impacto: Ocupação de assento no Conselho Municipal de Educação de Manaus. É a comissão responsável pela articulação da implementação da Lei Municipal 2.781/21 e pela elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) da primeira Escola Indígena Municipal de Manaus.
O braço mais forte da nossa rede, onde 75% das lideranças comunitárias são mulheres.
Liderança de Articulação: Conceição Figueroa Kokama
Impacto: Lidera a Marcha das Mulheres Indígenas de Manaus e representa a instituição em conferências nacionais em Brasília. Foca no combate à violência de género e na autonomia económica das mulheres no asfalto.
Utiliza o esporte e lazer como ferramentas de cuidado e valorização do bem-viver e cultura indígena.
Coordenadores/Representantes: Astério Baré.
Impacto: Articulação de grupos culturais para participação estratégica no festival “Sou Manaus Passo a Paço”, levando a dança e o canto tradicional ao palco principal da cidade.
Responsável pela visibilidade e pela economia solidária das comunidades.
Foco: Geração de renda através da arte ancestral e preservação de rituais e línguas.
Impacto: Articula a participação de grupos culturais em eventos de grande escala, como o “Sou Manaus Passo a Paço”, garantindo que a cultura indígena seja valorizada e não apenas consumida.
Prepara o futuro da organização através da formação política e cultural dos jovens.
Foco: Formação de novas lideranças e combate à invisibilidade do jovem indígena na metrópole.
Impacto: Realização do I Intercâmbio Juvenil Amazônico, criando redes de apoio entre jovens de diferentes etnias que vivem na cidade.
Braço de inteligência territorial e soberania da COPIME. Ela atua na interface entre o direito à cidade, a regularização fundiária e a sustentabilidade ambiental.
Foco: Regularização Fundiária Das Comunidades e Aldeias Indígenas em Manaus e Entorno.
Impacto: Articulação com a Defensoria Pública do Estado (Projeto “Mãe Terra” via NUMAF) e o Ministério Público Federal para garantir a permanência das comunidades em solo urbano e segurança jurídica contra reintegrações de posse.